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Padre Antônio Pereira Sousa Caldas (24 de novembro de 1762 - 2 de março de 1814) |
1. “Ó céus que imenso espaço nos separa daqueles doces anos, da vida primitiva dos humanos!”
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2. “A liberdade com ferros se vê presa: é a pálida tristeza!”
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3. “Sem temor a inocência repousava!”
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4. “Meus olhos não tem saudade daquilo que vi e fiz desaparecer!”
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5. “Tua voz não me alucina: a voz, que soltas, é a voz divina!”
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6. “Os vícios se combatem noite e dia!”
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7. “Mágoa no rosto lindo da noite descontente!”
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8. “O pálido ciúme desponta no amor quando ele é cego!”
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9. “O homem natural não teme a dura e feia mão da ventura: no rosto a liberdade traz pintada de seus sérios prazeres rodeada!”
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10. “A natureza é simples e constante!”
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11. “Na confusão e no horror: ainda há beleza!”
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12. “Em breves regras escreveu no peito, dos humanos as leis, que lhes tem feito!”
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13. “Uma voz que me espanta, e aponta o denso véu da antiguidade, que à luz esconde a tua longa idade!”
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14. “Terra... Transbordai de alegria triunfante, e das entranhas, do nada surge o homem!”
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15. “Ateu vaidoso e sem Deus, está cego sem achar esteio, a mão, que negas, beijas duvidoso!”
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16. “Nas asas sustidas, as aves revoam: nos ares entoam, sonoras canções!”
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17. “Da terra a desgrenhada enfermidade, e os braços com que, unida à crueldade, se aperta em laço duro!”
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18. “Os ombros não curvavam, do déspota ao aceno enfurecido, que ainda a terra não tinha conhecido!”
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19. “Teu rosto desfigura de Deus, que te criou a imagem pura!”
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20. “O vil engano, o erro desumano, sua face escondeu espavorido, cuidando ser do mundo em fim banido!”
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* Sousa Caldas foi indicado por João Manoel Pereira da Silva (um dos fundadores da ABL - Academia Brasileira de Letras), como Patrono da cadeira 34.