![]() |
José Américo de Almeida — Zé Américo (10 de janeiro de 1887 - 10 de março de 1980) |
1. “A saudade é um pouco dessa incerteza da separação!”
°°°
2. “O mau juiz é o pior dos homens!”
°°°
3. “Em vez de comer, era comido pela própria fome, numa autofagia erosiva!”
°°°
4. “Andava devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinha pressa em chegar, porque não sabia onde ia!”
°°°
5. “Numa manhã luminosa a mata resplandecia com uma orgia de desabrocho em sua pompa auriverde!”
°°°
6. “O cheiro enjoativo do melado me exacerbava o estômago jejuno!”
°°°
7. “A solidão entretinha intimidades desiguais!”
°°°
8. “Semicerrou, novamente, os olhos descuriosos!”
°°°
9. “Devemos construir obra nossa, isto é, atender às exigências de nosso ambiente físico e social, como condição de continuidade e de permanência dessas conquistas!”
°°°
10. “É preciso que alguém fale, e fale alto, e diga tudo, custe o que custar!”
°°°
11. “A seca representava a valorização da safra. Os senhores de engenho, de uma avidez vã, refaziam-se da depreciação dos tempos normais à custa da desgraça periódica!”
°°°
12. “Não carpia, como se estivesse realizando um destino irremediável. Nem, sequer, lavava com lágrimas a minha cara!”
°°°
13. “Há uma miséria maior do que morrer de fome no deserto: é não ter o que comer na terra de Canaã?”
°°°
14. “A história das secas era uma história de passividades!”
°°°
15. “A colisão dos meios pronunciava-se no contato das migrações periódicas. Os sertanejos eram mal-vistos nos brejos. E o nome de brejeiro cruelmente pejorativo!”
°°°
16. “Limitava-me a fitar os olhos terríveis dos meus ofensores!”
°°°
17. “Adelgaçados na magreira cômica, crescia, como se o vento me levantasse. E os braços afinados desciam-me aos joelhos, de mãos abanando!”
°°°
18. “Mais mortos do que vivos. Vivos, vivíssimos só no olhar!”
°°°
19. “Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma. Eram os retirantes, nada mais!”
°°°
20. “Já estou enfarado da literatura pela literatura!”
°°°
* José Américo de Almeida foi membro da ABL - Academia Brasileira de Letras, cadeira 38 (Patrono: Tobias Barreto - Fundador: Graça Aranha).