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Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage (15 de setembro de 1765 - 21 de dezembro de 1805) |
1. “Faço a paz, sustento a guerra, agrado a doutos e a rudes. Gero vícios e virtudes, torço as leis, domino a Terra!”
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2. “A frouxidão no amor é uma ofensa. Ofensa que se eleva a grau supremo; paixão requer paixão; e paixão com paixão se recompensa!”
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3. “Só tu, meu bem, me arrebatas a vontade, o pensamento; vivo de ver-te e de amar-te, e detesto o fingimento!”
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4. “Triste quem ama, cego quem se fia de amar!”
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5. “Ó serena amizade, tu prestas mais que amor: seus vãos favores são caros, são custosos!”
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6. “Morrer é pouco, é fácil; mas ter vida delirando de amor, sem fruto ardendo, é padecer mil mortes, mil infernos!”
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7. “O amor são como os diamantes, quem tocar-lhes ávidamente, verá perder a polidez, perder o brilho!”
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8. “O ingênuo tem conta de ti, nesse mundo onde há muitos enganos, eu o sei, porque os sofri; os bons padecem mil danos, julgando os outros por si!”
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9. “Aquele que canta e ri, não se embaraça com essas coisas vãs que o mundo adora. Aquele que está cego de ambições, mil vezes chora, porque não acha bem que o satisfaça!”
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10. “Amar sem ser amado é preferível ser... Quem é muito amado, nem sempre é bom amante!”
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11. “Amor em sendo ditoso costuma ser imprudente, e nos gestos de quem ama logo o vê, quem amor não sente!”
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12. “Quem do teu esplendor não se guarnece, não é digno de ti, não te merece!”
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13. “Amor, tu és um mal que fere a todos: longa experiência contra ti não vale, ou virtude, ou razão, só vale a morte!”
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14. “Os homens não são maus por natureza; atrativo interesse os falsifica, a utilidade ao mal, e ao bem o instinto guia estes frágeis entes!”
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15. “Vai sempre avante a paixão, buscando seu doce fim; os amantes são assim: todos fogem à razão!”
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16. “Vós suspirais pela posse das externas perfeições; vós cobiçais os deleites, eu cobiço os corações!”
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17. “Rasga meus versos. Crê na eternidade!”
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18. “Ah, se a vossa liberdade zelosamente guardais, como sois usurpadores da liberdade dos mais?”
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19. “Nas paixões a razão nos desampara!”
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20. “Basta, cega paixão, loucos amores; esqueçam-se os prazeres de algum dia, tão belos, tão duráveis como as flores!”
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