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Antônio Peregrino Maciel Monteiro [2º Barão de Itamaracá] (30 de abril de 1804 - 5 de janeiro de 1868) |
1. “Esvaiu-se a visão, qual nuvem áurea ao bafejar da vespertina aragem; se aos olhos eu perdia a imagem sua, no meu peito eu achava a sua imagem!”
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2. “Na pujança do voo a águia é soberba!”
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3. “A natureza e a arte vão dando as mãos em seus dons!”
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4. “Aos meus ouvidos você repetiu adeus!”
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5. “Paixão que goza, sofre, canta e geme!”
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6. “Cantas na terra, são teus hinos, harmonias que ouviste nas alturas!”
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7. “Meus olhos ilusos descobriram numa amável visão a imagem dela!”
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8. “Apenas onde ela ia me mostravam seus olhos lacrimosos!”
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9. “Formosa, qual pincel em tela fina... Na primavera rosa purpurina!”
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10. “Quem pode amar-te, sem morrer de amores?”
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11. “Frisava do Oceano a face lisa das águas!”
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12. “Da mão de Deus no ardor do entusiasmo, és anjo ou és mulher, tu que nos roubas?”
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13. “Se da mulher teu corpo veste a forma, arde no gênio tua chama divina. Mulher ou anjo? Cumpre a missão tua!”
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14. “Cego: nada mais via eu, nem mesmo um raio!”
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15. “A brisa sussurrante ufana o tesouro que levava!”
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16. “Formosa, qual se a própria mão divina... Astro gentil, estrela peregrina!”
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17. “Das urnas sagradas se evapora: eis porque tua voz parece ungida!”
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18. “A luz confusa que me sorria, vinha dos olhos seus!”
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19. “Ela foi-se... E com ela foi minha alma!”
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20. “Seja a crença deleite, a fé doçura; toda a terra ame ao céu nos seus prodígios. Adore o Criador na criatura!”
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* Maciel Monteiro foi indicado por Joaquim Nabuco (um dos fundadores da ABL - Academia Brasileira de Letras), como Patrono da cadeira 27.